Chá Verde

Em 16/06/2013, publicado em: Blog Pharmactiva por

Uma substância encontrada no chá verde foi o caminho para o desenvolvimento de um composto eficaz para combater a erosão dentária. Na Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB), da USP, a professora Marília Buzalaf, do Departamento de Ciências Biológicas da FOB, em conjunto com outros pesquisadores, realizou alguns testes que demonstram a eficácia da catequina (nutriente de ação antioxidante encontrada no chá verde) como inibidora das metaloproteinases da matriz (MMP). Essas enzimas, quando ativadas, são responsáveis pela erosão da dentina, a camada mais interna do dente.

Uma das substâncias testadas pelos pesquisadores como inibidores da MMP é a epigalocatequina galate (EGCG), um flavonóide (grupo de compostos orgânicos encontrados em diversas espécies vegetais e em alimentos processados como o chá) que também é encontrado no chá verde.

O grupo responsável pela pesquisa produziu géis à base de inibidores de enzimas como a epigalocatequina galate, encontrada no chá verde, a clorexidina e o sulfato ferroso. Os géis foram aplicados sobre a dentina, posteriormente exposta à substâncias ácidas, como refrigerantes. Enquanto o bochecho com o chá inibiu 30% da corrosão, a utilização do gel, de todos os inibidores, garantiu 100% de inibição em uma única aplicação.

Os géis foram patenteados pela Agência USP de Inovação, e já foi dada a entrada do pedido de licenciamento que viabiliza a sua comercialização. A ideia é que pacientes com o problema possam ir até o consultório odontológico receber a aplicação profissional do gel desenvolvido na FOB.

O próximo passo é um estudo de maior duração que avalie os efeitos a longo prazo do gel e descubra de quanto em quanto tempo é necessário uma nova aplicação.

Fonte: USP

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Vinho tinto estimula enzima antienvelhecimento

Um ingrediente do vinho tinto estimula uma enzima que retarda o envelhecimento das células e que poderia prevenir doenças geriátricas como o Alzheimer. Um experimento da Universidade de Harvard confirmou a crença científica de que as enzimas celulares estudadas, as sirtuinas, são reguladoras universais do envelhecimento de todos os organismos vivos, e por isso são muito interessantes para o tratamento da passagem dos anos.

“As sirtuinas operam como guardiães das células”, disse o cientista David Sinclair, da Faculdade de Medicina de Harvard, que liderou o trabalho publicado na revista Nature. “Estas enzimas permitem que as células sobrevivam ao dano e retardam a morte das células”, disse.

O estudo culmina, por enquanto, três anos de estudos e descobertas sobre as sirtuinas, em uma classe de enzimas presente virtualmente em todo organismo desde as bactérias até as plantas e os humanos. Todas as enzimas têm a função de promover reações bioquímicas essenciais dentro das células.

Inicialmente os cientistas pensaram que as sirtuinas trabalhavam, principalmente tirando moléculas chave das proteínas que rodeiam o DNA (ácido desoxirribonucleico) como parte do processo pelo qual as células ativam e desativam seus genes. Mas recentemente os cientistas notaram que as sirtuinas também são parte de um sistema de retroalimentação que realça a sobrevivência das células em tempos de stress, especialmente se este for devido à falta de alimentação.

Os experimentos aumentaram significativamente os períodos de vida em células de fermento e humanas nos laboratórios, e estendeu as vidas de moscas e vermes, organismos que em nível da biologia molecular envelhecem tanto como os humanos.

De todos os compostos experimentados pelos cientistas, o que mais estimulou a enzima foi o resveratrol, uma substância abundante na pele da uva preta e também entre os álcoois do vinho tinto.

Segundo outro estudo publicado por Philippe Jeandet e Roger Bessis da Universidade da Borgonha (França) o resveratrol é um composto fenólico produzido pela videira em resposta a uma infecção de “podridão cinzenta” (botrytis). Esta molécula é conhecida por suas propriedades terapêuticas.

Borgonha, em cuja Universidade foi estudado o resveratrol, é junto com Bordeaux e Champagne, uma das regiões produtoras de grandes vinhos na França. “É o constituinte ativo dos extratos da raiz de uma planta (Polygonum cuspidatum) utilizada na medicina tradicional chinesa e japonesa para o tratamento da arterioesclerose e das doenças inflamatórias e alérgicas”, segundo o estudo francês.

Os conteúdos em resveratrol do vinho são volúveis segundo os vinhedos e as regiões de produção e sabe-se que estão relacionados com o estímulo das reações de defesa da videira em resposta a uma infecção parasitária. Também foi creditado ao resveratrol uma diminuição do risco de doenças cardíacas.

Sinclair disse que, sobre a base das descobertas, agora continua a busca dos compostos que estimulam mais as sirtuinas, e a produção de compostos sintéticos, para experimentá-los na extensão da vida não só de moscas e vermes, mas também de humanos e macacos. Mas Jef Boeke, um especialista em genética de fermentos que trabalha na Faculdade de Medicina da Universidade John Hopkins, se mostrou cauteloso e disse que “o envelhecimento não é o mesmo em humanos e em fermentos”. “As sirtuinas são moléculas potentes e quando alguém as estimula teria que ter muito cuidado sobre os efeitos secundários potenciais”, acrescentou.

Fonte: http://noticias.terra.com.br

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Pacientes com HDL, bom colesterol, acima de 55 mg/dl (níveis ideais), independentemente do nível de LDL, mau colesterol, têm 25% menor chance de sofrer infarto do coração ou morrer por causa coronária do que os que têm HDL-c abaixo de 38 mg/dl. Esse é um dos principais resultados de recente estudo publicado na conceituada revista New England Journal of Medicine. Chamado Treating to New Targets-TNT, o estudo envolveu 10 mil pacientes e foi desenvolvido, durante cinco anos, por vários centros clínicos norte-americanos, europeus e australianos, com apresentação no Congresso do DALM (Drugs Affecting Lipid Metabolism), em Nova Iorque, em outubro de 2007.
O risco de problemas cardiovasculares é 40% menor nos grupos de pacientes com HDL-c (acima de 50 mg/dL na mulher e 40 mg/dL no homem), do que nos grupos com níveis mais baixos de HDL-c. No estudo, os pesquisadores separaram os pacientes em grupos baseados em seus níveis de HDL-c, uma vez que o risco aumenta à medida que o HDL cai. No grupo com 473 pacientes com HDL-c na média de 37 mg/dL (bem abaixo do nível ideal), 12% apresentaram alguma complicação cardiovascular. No entanto, no grupo de 569 pacientes com HDL-c entre 47 e 55 mg/dL (nível ideal), os problemas do coração caíram para 5%.
O estudo revela, ainda, que o HDL-c é um significativo indicador de risco de grandes complicações cardiovasculares em todos os grupos de pacientes, mesmo após consideradas outras condições que podem influenciar o risco de complicações cardiovasculares, como idade, sexo, pressão alta, diabetes, tabagismo e nível de LDL-c (abaixo de 70 mg/dL).
“Mesmo quando o LDL-c já era muito baixo, os efeitos da aterosclerose continuavam a ocorrer em maior intensidade quando o HDL estava abaixo de 38 mg/dL”, conta o médico cardiologista Jairo Lino tratamento de combate à arterosclerose foi intensificado em função do HDL estar abaixo de 38 mg/dL”, conta o médico cardiologista Jairo Lins Borges, do Instituto Dante Pazzanese (SP). “Isso demonstra que o HDL define risco de forma independente e sugere fortemente que ele deve ser tratado para que se amplie à proteção ao paciente”, completa o especialista.
Ao comentar os resultados do estudo para Heartwire, seção de site médico denominado The Heart (www.theheart.org), o Dr. Monty Krieger, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, Cambridge, disse que esse é mais um estudo que mostra o quanto o HDL-c protege a saúde, em diferentes níveis de LDL, e reforça o conceito de que fazer algo para tratar baixos níveis de HDL-c só pode ser benéfico.
“Felizmente, já avançamos muito em medicamentos que controlam o colesterol. Uma modalidade de tratamento bastante eficaz costuma incluir as estatinas e associar a niacina, que diminui adicionalmente os níveis de LDL em até 15%, aumenta os níveis do HDL em 30% e reduz os triglicérides em até 50%”, diz Borges.

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Estudo publicado no Journal of Nutrition, no mês de outubro, mostrou que o consumo de proteína de soja pode atuar na redução do o risco de câncer de próstata. É o primeiro estudo que investiga os efeitos do consumo da proteína de soja no metabolismo do estrógeno e câncer de próstata em homens.
No estudo randomizado, 58 homens, entre 50 e 85 anos, com risco de desenvolver câncer de próstata avançado ou já diagnosticados com câncer de próstata, participaram da pesquisa. Separados em três grupos, cada um deles ingeriu, por seis meses, três tipos de proteínas respectivamente: proteína isolada de soja rica em isoflavona, proteína isolada de soja com baixo nível de isoflavona e proteína do leite.
Na conclusão, a publicação científica salienta que as observações apontadas no estudo sugerem que a redução do risco de câncer de próstata pode estar relacionada com o consumo de proteína de soja, principalmente àquela rica em isoflavonas, e a síntese do estrógeno endógeno no metabolismo.
“O objetivo do estudo foi avaliar o efeito do consumo de proteína isolada de soja na eliminação de estrógeno metabólico na urina de homens com alto risco de desenvolver câncer de próstata”, disse Mindy Kruzer, autora principal do estudo e professora do Departamento de Ciência do Alimento e Nutrição da Universidade de Minnesota.
“Depois da biópsia do tecido, receptores andrógenos foram reduzidos na próstata, que representa uma redução do risco de câncer de próstata. Além disso, um número significativamente menor de evolução de câncer de próstata foi observado em homens que consumiram proteína isolada no período de seis meses. Estamos entusiasmados com os resultados, mas outros estudos deverão ser realizados”, complementou.
“Os resultados deste estudo podem ser benéficos para homens que estão em risco de desenvolverem câncer de próstata”, disse Dra. Kathryn Greaves, líder do grupo de nutrição clínica da Solae. “Se os resultados deste estudo forem replicados nos próximos, a redução do risco de câncer de próstata pode ser outra razão para se incluir soja na dieta diária”, finaliza. A soja tem sido documentada por melhorar potencialmente a saúde cardiovascular, ajudar no desempenho esportivo e administração do peso.
No Brasil
Seguindo as estimativa do INCa – Instituto Nacional do Câncer, mais de 40 mil novos casos de câncer de próstata foram apontados. Ainda de acordo com o INCa, o câncer de próstata é o mais freqüente em todas as regiões brasileiras
entre o total de tumores, exceto pele não-melanoma. “Os números da doença são alarmantes. Ainda não podemos falar de cura para este tipo de câncer, mas temos validação científica para incluir a proteína isolada da soja no nosso arsenal terapêutico”, afirma o nutrólogo e também cardiologista do IMeN – Instituto de Metabolismo e Nutrição, Daniel Magnoni.
“A soja permite uma grande variação de alimentos aliando saudabilidade e redução do risco de doenças. Considerada alimento-chave para os brasileiros, pesquisas como esta publicada no Journal of Nutrition têm demonstrado que a soja e suas diversas propriedades atuam positivamente no metabolismo humano”, complementa. “Hoje em dia, quando pensamos em soja e nutrição preventiva às doenças devemos esquecer o grão como alimento, devemos pensar nos subprodutos da soja, como as isoflavonas, a fibra, lecitina e colina”, acrescenta. “De acordo com outras pesquisas, a colina, um nutriente essencial presente na lecitina de soja auxilia no desenvolvimento de funções essenciais como a memória. Além disso, a proteína isolada do grão, ajuda a reduzir os níveis de colesterol total e LDL, e os níveis de homocisteína no sangue – que podem estar associados a danos nas artérias e assim manter o coração saudável”, explica Magnoni. Sobre a The Solae Company
Há mais de 30 anos, a The Solae Company, uma joint-venture entre DuPont Protein Technologies e Bunge Limited, realiza pesquisas para entender melhor os reais benefícios da proteína de soja à saúde. Os principais assuntos estudados pela The Solae Company são saúde cardíaca, nutrição esportiva e controle de peso. Há muitos anos, pesquisadores de mais de 180 universidades e instituições de pesquisa utilizam produtos à base de proteína de soja da The Solae Company em centenas de estudos.

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Pela primeira vez em praticamente 50 anos, o índice médio de colesterol nos adultos norte-americanos está no nível ideal, segundo um relatório do governo do país divulgado nesta quarta-feira.
Resultados de uma pesquisa nacional, que inclui exames de sangue, revelaram que o nível de colesterol dos habitantes do país caiu para 199. Médicos indicam que o ideal é que esse índice seja de 200 ou menos.
Em 1999-2000, esse índice médio era de 204. Quando a pesquisa começou a ser feita, em 1960, esse nível estava em 222.
O uso de medicamentos por pessoas de mais de 60 anos deve ser a maior razão para essa melhora, segundo especialistas. “Esses grupos etários são os que mais passam por tratamento por medicação”, afirma Susan Schober, do Centro Norte-americano para Controle de Doenças e Prevenção e líder do estudo (CDC, na sigla em inglês).
A pesquisa analisa dados coletados em intervalos de dois anos. Os resultados divulgados hoje são baseados na mostra nacional de 2005 e 2006, coletada de 4.500 pessoas de 20 anos de idade ou mais.
O colesterol alto é comumente relacionado à obesidade. Entretanto, os pesquisadores descobriram que esses dois índices tem caminhado em direções opostas.
Por meio de dados da pesquisa sobre colesterol, o CDC informou no mês passado que o índice de obesidade adulta –que vem em crescimento nos últimos 25 anos– está agora muito longe dos 34%, que são o ideal.
Essa disparidade deve-se principalmente ao uso de medicamentos que reduzem o

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