Auriculoterapia

Em 21/03/2012, publicado em: Auriculoterapia por

A auriculoterapia ou auriculoacupuntura é uma técnica terapêutica que considera a orelha como um microssistema, representando todo o corpo e suas estruturas. Esta técnica utiliza a estimulação de pontos da orelha por onde circulam numerosos nervos, que recebem e emitem informação sensorial. Ao estimular um ponto específico, reflexamente estará sendo estimulado o órgão correspondente, permitindo a regularização e o reequilíbrio do corpo ou das funções alteradas.

A indicação da auriculoterapia é muito ampla, podendo ser usada para o tratamento de cerca de 200 enfermidades, entre as quais estão as de caráter funcional, neurótico e psicótico (insônia, depressão, ansiedade, cefaléias etc.), males de caráter estrutural (dor lombar, dores nas pernas, torcicolo, artrite, artrose etc.), doenças cardiovasculares, do aparelho urinário, alérgicas, e ainda obesidade e dependências como alcoolismo, drogas e tabagismo.
Seja qual for o problema, a principal indicação é quando há necessidade de o paciente levar o tratamento para casa. Na auriculoterapia são usadas pequenas agulhas semipermanentes ou pequenas sementes, que ficam aderidas à pele da orelha por esparadrapo micropore e permanecem assim estimulando os pontos por vários dias.
As sessões costumam ser repetidas a cada sete ou dez dias, conforme a necessidade e a patologia que está sendo tratada. A auriculoterapia é compatível com todas as demais formas de tratamento, podendo ser usada como terapia complementar aos tratamentos convencionais ou de forma isolada. Além da sua eficiência, esta técnica é vantajosa por ser rápida, relativamente simples e sem efeitos colaterais.
Vanessa Horevicht, fisioterapeuta e auriculoterapeuta

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A endometriose é uma doença comum entre as mulheres, e principalmente debilitante e dolorida. Na América do Norte, mais de cinco milhões de mulheres entre oito e 80 anos sofrem de endometriose crônica e sem cura real. No Brasil, dados da Associação Paulista de Medicina apontam que a doença atinge seis milhões de mulheres, sendo que nos últimos seis anos houve um aumento de 64,8% de casos detectados, causando impacto direto sobre a gestação. A doença é um dos motivos que dificultam a gravidez, levando a paciente a um sofrimento bastante acentuado quando não recorre a um especialista em medicina reprodutiva. Trata-se de uma doença caracterizada pela presença do tecido que reveste o útero (endométrio) em outras partes do corpo. Em parte, isso se dá porque hoje em dia a mulher menstrua muito mais do que a geração de nossas mães e avós, que tiveram maior número de filhos.
Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, maiores serão as chances de controle da doença – o que aumentará também as possibilidades de a paciente engravidar. Além do exame de toque, o diagnóstico é obtido pela história clínica da paciente, dos resultados de ultra-som, ressonância magnética e outros exames laboratoriais. Para quem sofre de endometriose e pretende engravidar, o tratamento pode incluir cirurgia e tratamento hormonal. Uma das melhores alternativas, neste caso, é a mulher optar pela fertilização in vitro (FIV), já que a presença de endometriose não
chega a afetar as taxas de gravidez quando este método é escolhido.

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Uma nova pesquisa, apresentada no encontro anual da ACNP (sigla em inglês para colégio americano de neurofarmacologia) na última semana, mostrou que adotar um padrão regular de sono (foto) e criar uma rotina para as atividades diárias pode ser benéfico para quem tem transtorno bipolar -uma desordem psíquica associada a mudanças bruscas de humor. De acordo com os pesquisadores, enquanto as pessoas sem a desordem se recuperam facilmente após uma noite mal dormida, por exemplo, os portadores do transtorno seriam mais vulneráveis a esse tipo de alteração.
Isso porque o distúrbio parece ser altamente influenciado pelo ritmo circadiano -o “relógio biológico”, que regula o horário da fome e do sono, por exemplo- e mudanças nesse ciclo poderiam agravar os sintomas. Ellen Frank, professora de psicologia e psiquiatria na escola de medicina da Universidade de Pittsburg (EUA), avaliou 175 adultos com transtorno bipolar. Além de tomar remédios, eles foram submetidos a dois tipos de tratamento: o primeira era uma terapia voltada para o restabelecimento do ritmo circadiano, em que os pacientes monitoravam a regularidade de suas atividades diárias; o segundo era um acompanhamento clínico com foco no gerenciamento das alterações de humor e dos efeitos colaterais da medicação.
O estudo constatou que os pacientes que participaram da terapia para ajustar seus “relógios biológicos” ficaram mais tempo sem novos episódios de depressão e de mania. Em outro estudo apresentado no mesmo encontro, pesquisadores do Southwest Medical Center, da Universidade do Texas, constataram que os genes que controlam o ritmo circadiano em camundongos também regulam a atividade cerebral ligada à dopamina -um neurotransmissor relacionado à motivação e à emoção. Nos camundongos em que esses genes sofriam alterações, os pesquisadores observaram um comportamento parecido ao da fase da mania no transtorno bipolar.

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Sistema imunológico ataca juntas, causando dor em decorrência da destruição das cartilagens.

O valor dos novos medicamentos também é uma preocupação. “Eles ainda são muito caros. O infliximabe é mais palpável por ser distribuído pelo Ministério da Saúde, mas existem os que custam até R$ 30 mil.” Além do atendimento médico, é extremamente importante para a reabilitação de quem tem artrite reumatóide o auxílio de fisioterapia, terapia ocupacional, ortopedia e psicologia, que investem na qualidade de vida do paciente. Até mesmo tratamentos alternativos, como acupuntura e homeopatia, especialmente cápsulas de arnica, que atuam como antiinflamatório, vêm ganhando espaço.
A fisioterapeuta Fabrícia Mendes e Silva Narciso explica que a especialidade pode ajudar tanto o paciente que apresenta um processo inflamatório na fase aguda,
quanto aquele em que o processo não ocorreu. “No primeiro caso, a fisioterapia alivia a dor, por meio de recursos elétricos que auxiliam na fase de dores e edemas. No segundo, trabalha-se com atividades físicas, para ajudar na flexibilidade, no fortalecimento muscular e para minimizar a perda do tônus”.

Radiografia de paciente mostra deformidade dos dedos devido à inflamação crônica.

Já a terapia ocupacional procura facilitar a vida de quem apresenta dificuldades em ações do dia-a-dia. A terapeuta ocupacional Christiane Vilela Gonçalves explica que as órteses, dispositivos que auxiliam a função, são fundamentais nesses momentos. “Fazemos adaptação de mobiliários e montamos aparelhos nas mãos de cada paciente, para melhor posicionamento. Tentamos reproduzir ações que fazem parte do seu cotidiano, como digitação ou bordado, para identificarmos qual musculatura precisa ser melhor trabalhada.”
Christiane afirma que o tratamento é bastante individualizado e que uma avaliação criteriosa do paciente deve ser feita sempre. “A hidroterapia, por exemplo, oferece excelentes resultados, porque a água morna traz conforto, aumenta a irrigação sangüínea e possibilita a realizar trabalhos que, fora dela, não seriam possíveis. Porém, tem que haver todo um cuidado, porque a água quente pode provocar ou piorar edemas”, diz.
Para o professor-adjunto de reumatologia da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) Geraldo da Rocha Castelar Pinheiro, tudo isso é muito importante, mas os resultados satisfatórios dependem também de um diagnóstico precoce. “As pessoas ainda demoram a procurar um médico. Quando procuram, vão ao ortopedista, que é um cirurgião e cuida de traumas. Se há dor sem motivos aparentes, como uma queda, o melhor é procurar um reumatologista”.
A repórter viajou a convite do Laboratório Roche.
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• Doença auto-imune inflamatória crônica, na qual o sistema imunológico ataca as juntas, causando inflamação e dor por destruição das cartilagens, prejudicando a função e limitando os movimentos. No Brasil, estima-se que 1 milhão de pessoas tenham artrite reumatóide.
• Surge geralmente depois dos 15 anos, mas pode ocorrer em qualquer idade. É de três a cinco vezes mais comum em mulheres do que em homens, na faixa dos 30 aos 50 anos. Fumantes são quatro vezes mais propensos a desenvolver a doença.
• Os sintomas iniciais são inchaço, dor e rigidez nas juntas, principalmente nas mãos, e fadiga. Em um estágio mais avançado, pode acometer vasos sangüíneos, pele e pulmões. Em geral, o paciente sente como se estivesse enferrujado ao acordar pela manhã, sensação que pode durar mais de uma hora. Pode afetar também tornozelos, joelhos, quadril, pescoço, ombros e cotovelos.

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Inflamação nas articulações

Em 21/03/2012, publicado em: Artrite por

Terapias biológicas têm sido eficientes no tratamento da artrite reumatóide, doença que afeta mais mulheres que homens.

Carolina Lenoir, de São Paulo

Nos últimos anos, as doenças reumáticas tornaram-se alvo de estudos e campanhas de conscientização em todo o mundo. A Organização Mundial de
Saúde (OMS), por exemplo, escolheu o período de 2000 a 2010 como a “década do osso e da articulação”, uma forma de divulgar as doenças músculo-esqueléticas. Além disso, o acompanhamento multidisciplinar tem sido cada vez mais reconhecido na melhoria da qualidade de vida dos pacientes. Nesse contexto, destaca-se também o desenvolvimento de novos medicamentos, que buscam atender uma parcela da população que não encontra resposta em tratamentos tradicionais. A artrite reumatóide, enfermidade inflamatória que acomete as articulações, causando dor e deformidades, é uma das doenças que recebem atenção de laboratórios e centros de referência. Exemplo disso é o estudo com pacientes de vários países, inclusive 260 brasileiros, sobre a ação do tocilizumabe (TCZ), uma substância que bloqueia o receptor da interleucina 6 (IL-6), que, quando produzida em excesso, é responsável pela inflamação das articulações. Os resultados mostram que a taxa de pacientes com melhora de 50% nos sinais e sintomas foi quatro vezes maior no grupo que recebeu TCZ associado à terapia-padrão, em comparação ao grupo que recebeu apenas o tratamento tradicional.
De acordo com a reumatologista Andrea Rubbert-Roth, da Universidade de Colônia, na Alemanha, a vantagem esperada das terapias biológicas, das quais o tocilizumabe faz parte, é possibilitar percentuais relevantes de remissão da doença. Dessa forma, mesmo que não esteja curado, pois não existe medicamento que permita 100% de remissão, o paciente pode retomar atividades que antes estavam comprometidas.
“Os tratamentos anteriores, à base de analgésicos e antiinflamatórios, aliviam a dor, mas não fazem nada para impedir a continuidade da doença e das deformidades“, explica Andrea, frisando que o estudo foi realizado com pacientes que já tinham sido tratados com a terapia tradicional e não tiveram sucesso. Houve também melhora em sintomas como anemia e fadiga e, entre os efeitos colaterais, registrou-se dor de cabeça e aumento de enzimas no fígado e de infecções, mas que, de acordo com a médica, não comprometem o tratamento. A expectativa é de que os resultados do estudo sejam avaliados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2008 e que o medicamento seja aprovado e comercializado em meados de 2009. CAUTELA A reumatologista do Hospital das Clínicas da UFMG Gilda Aparecida Ferreira recomenda, porém, cautela. De acordo com ela, o momento é bom, porque a oferta de medicamentos para tratamento de artrite e outras doenças reumáticas era pouca, mas há considerações a serem feitas. Cerca de 80% dos pacientes já têm resultados com a terapia-padrão.
Dos 20% restantes, que não respondiam a esse tratamento, 15% passaram a ser atendidos com medicamentos mais poderosos, os inibidores de TNF (infliximabe, adalimumabe e rituximabe). “Portanto, são 5% os refratários que se pretende
atingir com essas novas opções, como o tocilizumabe, mas ainda é uma promessa, uma esperança que está sendo avaliada”, alerta.

“Os tratamentos anteriores, à base de analgésicos e antiinflamatórios, aliviam a dor, mas não fazem nada para impedir a continuidade da doença e das deformidades”.

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