O Mal do Inverno

Em 21/03/2012, publicado em: Reumatologia por

Estudo nos EUA pode pôr fim à questão de por que o vírus da gripe se espalha mais na estação fria e seca.

GINA KOLATA
DO “NEW YORK TIMES”

Pesquisadores em Nova York acreditam ter resolvido um dos maiores mistérios sobre a gripe: por que a infecção se espalha principalmente nos meses do inverno. A resposta, dizem, tem a ver com o próprio vírus. Ele é mais estável e fica suspenso no ar por mais tempo quando o tempo está frio e seco. “O vírus influenza é mais propenso a se transmitir durante o inverno quando caminhamos até o metrô do que em uma sala quente”, diz Peter Palese, especialista em gripe do departamento de microbiologia Mount Sinai Medical College e autor principal do estudo. Sua descoberta foi publicada na edição de 19 de outubro da revista científica “PloS Pathogens” (http://pathogens.plosjournals.org).

A idéia para fazer o estudo veio de um trabalho publicado no rastro da pandemia de gripe de 1918, quando médicos quebravam a cabeça para descobrir como e por que o vírus tinha se espalhado tão rapidamente e de forma tão fatal. Desde que a gripe é conhecida as pessoas se perguntam “por que no inverno?”. O próprio nome “influenza” é uma palavra italiana que, alguns historiadores acreditam, originou-se por volta da metade do século 18 de “influenza di freddo” (influência do frio, em italiano).
Nas latitudes mais ao norte a temporada de gripe ocorre de novembro a março, os meses mais frios. Nas latitudes mais ao sul, de maio a setembro. Nos trópicos não chega a ocorrer uma temporada real de gripe. Não há falta de hipóteses para tentar explicar a questão do frio. Alguns dizem que a gripe chega no inverno porque as pessoas ficam trancadas em ambientes fechados. As crianças estão na escola, agrupadas, contraindo a gripe e passando-a para suas famílias.
Outros propõem que a reação imune diminui no inverno porque as pessoas produzem menos vitamina D e melatonina quando os dias são mais curtos. Outros apontam para a direção das correntes de ar na alta atmosfera. Mas muitos cientistas não estão convencidos. “Nós sabemos que um dos fatores majoritários é o das crianças na escola; a maioria das grandes epidemias é rastreada até as
crianças”, diz Jonathan McCullers, médico do Hospital Infantil de Pesquisa Saint Jude, de Memphis. “Mas isso não explica por que no inverno. Não vemos gripe em setembro e outubro [nos EUA]“.
Porquinhos-da-índia
Com relação ao argumento do agrupamento, McCullers diz que “nunca fez sentido”. Pessoas trabalham durante o ano todo e se amontoam em ônibus, metrô e aviões, não importa a estação do ano. Ao ler um estudo publicado em 1919 no periódico científico “Journal of the American Medical Association” sobre uma epidemia de gripe em Camp Cody, no Novo México, ele se deparou com uma passagem chave: “É interessante ver como logo depois de a epidemia de gripe atingir este campo, os porquinhos-da-índia de nosso laboratório começaram a morrer”.
Primeiro, escreveram os autores do estudo, eles achavam que os animais tinham morrido por intoxicação alimentar. Contudo, “uma necropsia em um porquinho revelou sinais inconfundíveis de pneumonia”. Palese comprou alguns porquinhos-da-índia e os expôs ao vírus influenza. Como previa o estudo, eles contraíram gripe e a espalharam entre si. Então, Palese e seus colegas começaram seus experimentos. Umidade e temperatura
Com a variação da temperatura do ar e da umidade nas caixas dos porquinhos, eles descobriram que a transmissão tinha nível ótimo em 5 C. Ela caía conforme a temperatura subia, e aos 30 C nenhum vírus transmitia mais a doença. Os vírus se transmitiam melhor em umidade baixa, 20%, e não se transmitiam mais quando a umidade chegava a 80%.
Os animais também liberavam vírus por dois dias a mais a 5 C do que a uma temperatura ambiental amena de 20 C. Vírus da gripe se transmitiam pelo ar, diferentemente do vírus do resfriado, que, segundo Palese, se transmite sobretudo pelo contato direto, quando pessoas tocam superfícies tocadas por outros com resfriado ou se cumprimentam com um aperto de mãos, por exemplo. Vírus da gripe são mais estáveis no ar frio, e a baixa umidade ajuda as partículas do vírus ficarem em suspensão, porque os vírus flutuam no ar em gotículas emitidas na respiração. Quando o ar está úmido, essas gotículas atraem mais água, crescem e caem no chão.

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Diabetes gestacional

Em 17/03/2012, publicado em: Bem Viver por

Acompanhamento deve contar com equipe multidisciplinar.

Ellen Cristie

Alimentação saudável e prática de atividades físicas. Essa é a melhor forma de prevenir-se contra a diabetes mellitus gestacional (DMG), problema caracterizado pela alteração no metabolismo da glicose e que, se não for tratado adequadamente, pode afetar a saúde do bebê e da mãe.
A gravidez associada ao DMG é considerada uma gestação de risco e deve ser monitorada de forma mais intensiva. Além do acompanhamento do obstetra, um endocrinologiasta também deve examinar a pacient, sempre trabalhando em equipe. As consultas de pré-natal são realizadas em intervalos de tempo mais curtos e o monitoramento é feito a partir de exames específicos. Em alguns casos,
é necessário uma orientação alimentar recomendada por um nutricionista. Segundo Paulo Augusto Carvalho de Miranda, coordenador do pré-natal de alto risco endocrinológico da Santa Casa de Belo Horizonte, as principais vítimas da doença são mulheres acima de 25 anos, obesas ou com sobrepeso e com histórico familiar de diabetes. “O ganho excessivo de peso durante a gestação ou a síndrome do ovário policístico são outros fatores que aumentam o risco de DMG. A boa notícia é que apenas 5% das mulheres que desenvolvem diabetes gestacional continuam diabéticas depois do parto. “No entanto, sabemos que a longo prazo, até 50% delas podem se tornar diabéticas”, lembra.
Entre os fatores predisponentes, aspectos genéticos e ambientais devem ser levados em consideração.
Grávidas com histórico familiar de diabetes tipo 2 têm mais chances de desenvolver o distúrbio. Com relação aos fatores ambientais, o excesso de açúcar e o sedentarismo são importantes.
Caso não seja diagnosticado, o distúrbio pode levar à macrossomia fetal, com o bebê nascendo com peso superior a quatro quilos e meio. “Como ele é filho de uma paciente com diabetes, conseqüentemente, poderá desenvolver o mesmo problema”, explica Paulo de Miranda.
SINTOMAS A administradora de empresas Luciana Guimarães de Morais, de 36 anos, descobriu que estava com diabetes gestacional no início do sétimo mês. “Notei que tinha uma sede excessiva e urinava muitas vezes durante o dia, embora eu saiba que a grávida faz muito xixi mesmo”, comenta.
Ao fazer os exames, Luciana descobriu que estava com um nível de 168 miligramas por decilitro e, seguindo orientação médica, começou a fazer dieta. “O controle alimentar é rígido. Cortei todo tipo de doce e açúcar. Optei por legumes, frutas, leite desnatado, arroz integral, ovo somente duas vezes por semana e crustáceos a cada 15 dias, entre outras coisas. Agora, Luciana espera a chegada de Manuella, prevista para este mês.

Toda alteração no metabolismo da glicose iniciada ou primeiramente detectada durante a gestação.
3% a 7% das mulheres grávidas desenvolvem diabetes mellitus gestacional (DMG) Prevenção • Controle do peso
• Uso con-trolado de açúcar durante a gestação
Fatores de risco
• Obesidade ou sobrepeso
• Histórico familiar de diabetes
• Idade acima de 25 anos
• Síndrome do ovário policístico
• Alimentação inadequada
• Sedentarismo
Possíveis conseqüências, se não for tratado
• Parto prematuro
• Infecções pós-parto
• Hipoglicemia
• Icterícia prolongada
• Sobrepeso do bebê
Diagnóstico • Na primeira consulta do pré-natal, é feita uma dosagem da glicose (de jejum). Posteriormente, entre a 24ª e a 28ª semanas de gestação, a paciente é submetida a um teste mais específico, em que são usados 50 gramas de dextrozol, um carboidrato de rápida absorção, e é medido o nível de glicemia novamente. O nível ideal de glicose para que não haja diagnóstico de diabetes gestacional é de 130 a 140 miligramas por decilitro. Caso a medida seja superior, a paciente é submetida a uma sobrecarga maior – com 75 ou 100 gramas de dextrozol –, e novas dosagens ocorrem na hora, uma hora e duas horas depois. Sintomas • Urinar em excesso
• Sentir muita sede
• Glicose alta (apenas com exame)
Tratamento • O principal tratamento contra o diabetes gestacional é a alimentação adequada. Assim como no diabetes em situações normais, o uso do açúcar e o excesso de carboidratos são contra-indicados. Quando a dieta não é suficiente para manter os níveis de glicose sangüíneo controlados, se recorre ao uso da insulina.

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Saúde Para Todos

Em 17/03/2012, publicado em: Bem Viver, Blog Pharmactiva por

Insônia: dormindo com o inimigo.

“Estudos mostram que mais de 70% das pessoas deprimidas e 25% das excessivamente ansiosas também sofrem de insônia”.

Alessandro Loiola

Um sujeito vai ao médico para se queixar de um grave problema de insônia. – Doutor, toda vez que me deito na cama, acho que tem alguma coisa me ameaçando embaixo. Aí me deito embaixo da cama e acho que a coisa está em cima. Pra baixo, pra cima, pra baixo, pra cima, a noite inteira. Não consigo dormir… será que isso tem cura? O médico rascunha uma meia dúzia de 30 remédios diferentes e sentencia: – Tem, tem cura, mas vai demorar uns dois anos e serão necessárias sessões semanais de R$ 150 cada uma, aqui no consultório. Sem todo aquele dinheiro e ainda mais deprimido do que quando chegou para a consulta, o sujeito desaparece. O médico o reencontra por acaso na rua, vários meses depois. – Rapaz, olha você aí! Não voltou mais… – Ah, doutor, terminei encontrando a solução definitiva para meu problema num bar, por apenas R$ 10. – Como é que é !? – pergunta incrédulo o médico. – Por R$ 10, o sujeito foi lá em casa e cortou os pés da cama… Não recomendo que você vá procurar a cura de todos os seus males em cada barzinho da sua cidade, até porque corre o risco de não existirem barzinhos suficientes, mas também não recomendo que confie o sucesso de sua existência a um punhado de comprimidos escondidos em caixinhas coloridas de papelão. A insônia é um bom exemplo disso. A insônia não é uma doença, mas é extremamente comum. Na maioria dos casos, sinaliza outros distúrbios, como alergias, artrite, doenças cardíacas, hipertensão arterial, asma, doenças reumáticas, Parkinson, Alzheimer e hipertireoidismo. Alterações psicológicas também são uma causa importante: estudos mostram que mais de 70% das pessoas deprimidas e 25% das excessivamente ansiosas também sofrem de insônia. Cerca de 5% das pessoas com insônia apresentam um tipo especial chamado insônia psicofisiológica. Essa forma consiste em um ciclo vicioso, em que uma primeira noite maldormida produz irritabilidade e ansiedade durante o dia, afetando o padrão de sono da noite seguinte, reiniciando então todo o processo. O consumo exagerado de álcool e cafeína responde por 10% a 15% dos casos de insônia psicofisiológica. Independentemente da causa, a insônia pode resultar em dificuldade de concentração, dores de cabeça persistentes, problemas da memória e dificuldade em resolver problemas do dia-a-dia. Estudos recentes mostram que o sono profundo é importante para o aprendizado de habilidades repetitivas, que exigem boa percepção visual, como, por exemplo, digitar, dirigir, manusear máquinas pesadas etc. Diminuir uma ou duas horas de sono por noite já é o suficiente para comprometer sua performance no trabalho. O tratamento da insônia deve ser iniciado pela pesquisa e correção das causas diretas: normalizar a pressão arterial, tratar o hipertireoidismo, a crise de asma, as dores artríticas, a depressão etc. Se você não sofre de nenhuma doença grave e mesmo assim anda se queixando de insônia, o problema provavelmente está em seus maus hábitos na hora de dormir. Nesse caso, o primeiro passo é procurar a farmácia mais próxima e comprar um grande e suculento frasco de vergonha. Tome-o quase todo e ofereça o restinho àquelas visitas que teimam em ficar até mais tarde no domingo. A qualidade do sono depende de atitudes simples, como criar no quarto um ambiente escuro, silencioso e relaxante. Um banho morno seguido de um lanche leve (uma ou duas porções de fruta em vez de 80 quilos de antílope assado com pimenta) ou tomar chás com ervas relaxantes (melissa, valeriana, bupleuro, camomila, erva cidreira) são medidas úteis para chamar o sono. Nos casos mais severos e crônicos, pode ser necessário o uso de sedativos. Entretanto, o organismo ganha resistência com o tempo, solicitando doses cada vez maiores do remédio para obter os mesmos efeitos, aumentando a possibilidade de reações colaterais perigosas. Como essas drogas não curam o problema, a insônia tende a retornar tão logo os medicamentos sejam suspensos. No fim das contas, o segredo para aquele ronco cerrado não está em remédios mirabolantes. A verdadeira solução para a insônia – e tantos outros problemas que lhe afligem – costuma se esconder no velho lugar insuspeito de sempre: dentro da sua cabeça. Ou embaixo da cama.

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Guia de Carreiras: Farmacêutico

‘Mexemos com vidas, cada fórmula é uma pessoa’, diz farmacêutica.
Farmácia de manipulação cresce no segmento.

Médico, paciente e farmacêutico, relação que Márcia Regina Silva Mendes, farmacêutica e sócia da farmácia de manipulação Pharmactiva, em São Paulo, define como de extrema importância para o segmento. A farmácia de manipulação, segundo ela, é um dos setores que se desenvolve com rapidez no mercado e torna o trabalho do farmacêutico mais personalizado. “Cada medicação que fazemos é individualizada. São quantidades e concentrações diferentes. Mexemos com vidas. Cada fórmula é uma pessoa”, diz.

A farmacêutica formada há 20 anos afirma que a área se tornou bastante ampla e complexa. “Era muito mais simples ser farmacêutica quando comecei. Hoje se tem muito mais controle, o que obrigou a gente a se profissionalizar muito no sentido de organização e treinamento de pessoas”, afirma.

Quando começou, Márcia estagiou durante oito meses em uma empresa de alimentos até abrir a própria farmácia de manipulação com uma sócia. Em cinco anos, ela afirma que se mudou de uma pequena sala de trabalho para a farmácia de dois andares com salas de laboratórios divididas.

Para ser farmacêutico, segundo ela, o profissional deve gostar de estudar e entender disciplinas como química, farmacologia, fisiologia, para saber como funciona a ação da medicação no corpo humano, além de matemática e até estatística. Mas um ponto fundamental que hoje se exige é a assistência farmacêutica. “Temos que saber dar orientações quanto ao uso da medicação, o que pode e o que não pode, por exemplo, com leite, sucos ácidos e água, já que tudo é combinação química”, disse.

O profissional pode atuar tanto no controle de qualidade, como em produção, marketing, pesquisa e desenvolvimento. As opções são diversificadas, e o profissional pode trabalhar em empresas de alimentos, medicações, laboratórios de análises clínicas e empresas de cosméticos, outro segmento que está em alta no mercado, segundo Márcia.

“Hoje a cosmetologia é um segmento que também vem crescendo muito no mercado. Tenho interesse em desenvolver também”, afirma.

O trabalho da farmacêutica exige dedicação, disciplina e organização. “É um trabalho minucioso. Tudo tem que estar perfeito, desde a compra de materiais dos fornecedores até a entrega ao cliente. Falo para os meus funcionários que se você errou uma fórmula das mil, por exemplo, que são produzidas no dia, você errou 100%, porque cada medicamento é para uma pessoa, e pessoas não se substituem”, disse.

Márcia disse que não tem rotina, já que a cada dia tem uma fórmula de medicamento diferente a ser produzida. A profissional tem, entre as responsabilidades, a conferência de materiais que chegam à farmácia, checagem dos laboratórios, dar orientações aos funcionários, conferir produção e entrar em contato com pacientes. “Tem gente que muda de médico, mas não muda de farmácia”, afirma, quando se refere à questão da confiança no trabalho que o cliente adquire quando solicita serviços de farmácia.

O profissional também tem que estar atento e sempre atualizado às novidades da ciência, leis e exigências da vigilância sanitária.

Ela afirma que o piso salarial do profissional gira em torno de R$1.700. “A proatividade é responsável pelo crescimento do profissional. Você ganha o que faz. Acho que é assim em todas as profissões”, afirma.

O que faz

Perfil

Onde atua

Salário inicial

Por Caroline Hasselmann

Do G1, em São Paulo

 Esta reportagem foi originalmente publicada no site www.g1.com.br, da Globo. Para ver a matéria no site, clique aqui.

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A Pharmactiva é Uma Empresa Amiga da Criança

 Criado pela Fundação Abrinq em 1995, o Programa Empresa Amiga da Criança mobiliza empresas para uma atuação social em benefício de crianças e adolescentes no Brasil.

O Programa incentiva o investimento social privado em ações para a infância e adolescência e apoia as empresas na qualificação de suas ações, para que estejam em consonância com o Estatuto da Criança e do Adolescente.

Clique aqui e veja exemplos de ações sociais aceitas pelo programa.

Vantagens de ser uma Empresa Amiga da Criança:

  • Fazer parte de uma rede de empresas comprometidas com a situação da infância brasileira;
  • Receber o direito de uso do selo Empresa Amiga da Criança, que agrega valor à sua marca e pode ser utilizado como um diferencial para a imagem da empresa;
  • Receber o kit de fidelização, com o diploma anual de Empresa Amiga da Criança, mousepad e um CD com informações e conteúdos relacionados à área da infância e adolescência;
  • Ter seu nome divulgado nos materiais e site da Fundação Abrinq;
  • Receber publicações da Fundação Abrinq, tais como o informativo impresso, relatório anual e boletins eletrônicos, enviados a pessoas, empresas, organizações e prefeituras de todo o país;
  • Ter a oportunidade de participar de eventos que discutam o investimento social de empresas na criança e no adolescente, promovidos pela Fundação Abrinq;
  • Receber subsídios técnicos para o desenvolvimento e aprimoramento de suas ações sociais;
  • Ao ser reconhecida como “Amiga da Criança”, a empresa pode utilizar o selo em suas embalagens e demais materiais de divulgação – como site, papelaria, notas fiscais, adesivos, cardápios, etiquetas, luminosos, sacolas, malas diretas, banners e anúncios, entre outros;
  • O selo Empresa Amiga da Criança não poderá ser utilizado em embalagens ou materiais de produtos e serviços impróprios ou inadequados para crianças e adolescentes e que não respeitem sua condição peculiar de pessoa em desenvolvimento.

Evolução do selo Empresa Amiga da Criança

Linha do Tempo

  • Em 1993 realizaram-se campanhas de denúncia, exposições de fotografias, e a divulgação do vídeo “Profissão: criança”, de autoria da cineasta Sandra Werneck.
  • Em 1994 a Fundação Abrinq realizou uma exposição fotográfica que denunciava, pela primeira vez no país, a situação de crianças trabalhadoras, cujas fotos estão publicadas no livro Crianças de Fibra, de Iolanda Huzak e Jô Azevedo.

A partir dessa ação a Fundação Abrinq lançou em 1995 o Programa Empresa Amiga da Criança, com o objetivo de mobilizar organizações do setor produtivo para o combate à exploração da mão-de-obra de crianças e adolescentes.

Nesse mesmo ano, a Fundação Abrinq procurou a Revista Atenção com denúncias de utilização de trabalho infantil em cadeias produtivas de diversas grandes empresas no Brasil. O dossiê se transformou na reportagem “Nossas crianças: a sucata do progresso”, que mostrava como a produção de produtos como suco de laranja, açúcar e álcool, carvão e calçados se beneficiava, em alguma parte do processo produtivo, do trabalho de crianças.
Após esse momento, cuja estratégia principal era de denúncia, a Fundação Abrinq passou a construir parcerias e articular compromissos públicos, através de pactos com associações empresariais que se dispõem a atuar no combate ao trabalho infantil.

Em seis anos de atuação, o programa pôs o tema do combate ao trabalho infantil em evidência e participou da articulação de 10 pactos em cadeias produtivas tais como cana-de-açúcar, laranja, calçados e fumo.

A Fundação Abrinq também é instituição fundadora do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil, que surgiu em novembro de 1994 com o objetivo de articular as iniciativas do governo e da sociedade para erradicar o trabalho infantil, passamos a integrá-lo em junho de 1995 e participamos até 2003 da coordenação colegiada. O Fórum reúne representantes do governo, trabalhadores, empresários e organizações da sociedade civil na busca de uma política nacional efetiva de combate ao trabalho infantil.

Em 1995 também foi lançado, nacionalmente, o Programa Empresa Amiga da Criança em Brasília/DF.

Em 2001 o Programa Empresa Amiga da Criança foi reestruturado, envolvendo outros temas que não só o combate ao trabalho infantil. Esses novos compromissos referem-se a ações das empresas com os colaboradores, fornecedores e com a comunidade.

Desta forma a parceria estabelecida em 2005 junto a Organização Internacional do Trabalho – OIT e aos Fóruns Estaduais de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil, no Programa de Duração Determinada para Contribuir à Prevenção e Erradicação das Piores Formas de Trabalho Infantil no Brasil se torna estratégico para o fortalecimento do Programa, pois nossa atuação é de âmbito nacional, referendando nossa ação direta com o setor privado e resgatando os objetivos iniciais:

  • aumentar o número de ações empresariais em benefício da criança brasileira, contribuindo com a prevenção ao trabalho infantil;
  • incentivar o compromisso empresarial de não utilização de mão de obra infantil, contribuindo para a erradicação do trabalho infantil;
  • Promover parcerias entre:
    -Órgãos governamentais e empresas privadas,
    -ONGs e empresas privadas.

Em 2008 foi lançado um novo sistema de cadastramento, desenvolvido com a finalidade de conhecermos as diferentes características das empresas e proporcionar maior agilidade no preenchimento de dados, a partir de questões de múltipla escolha. Este sistema permite que, nos próximos anos, o Programa possa fazer uma análise da evolução dos investimentos sociais realizados pelas empresas.

Entre os compromissos que as empresas assumem para receber o selo Empresa Amiga da Criança houve novidade: o desenvolvimento de uma ação de conscientização que deve ser realizada com todos os públicos da empresa, informando sobre os prejuízos do trabalho infantil.

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