A endometriose é uma doença comum entre as mulheres, e principalmente debilitante e dolorida. Na América do Norte, mais de cinco milhões de mulheres entre oito e 80 anos sofrem de endometriose crônica e sem cura real. No Brasil, dados da Associação Paulista de Medicina apontam que a doença atinge seis milhões de mulheres, sendo que nos últimos seis anos houve um aumento de 64,8% de casos detectados, causando impacto direto sobre a gestação. A doença é um dos motivos que dificultam a gravidez, levando a paciente a um sofrimento bastante acentuado quando não recorre a um especialista em medicina reprodutiva. Trata-se de uma doença caracterizada pela presença do tecido que reveste o útero (endométrio) em outras partes do corpo. Em parte, isso se dá porque hoje em dia a mulher menstrua muito mais do que a geração de nossas mães e avós, que tiveram maior número de filhos.
Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, maiores serão as chances de controle da doença – o que aumentará também as possibilidades de a paciente engravidar. Além do exame de toque, o diagnóstico é obtido pela história clínica da paciente, dos resultados de ultra-som, ressonância magnética e outros exames laboratoriais. Para quem sofre de endometriose e pretende engravidar, o tratamento pode incluir cirurgia e tratamento hormonal. Uma das melhores alternativas, neste caso, é a mulher optar pela fertilização in vitro (FIV), já que a presença de endometriose não
chega a afetar as taxas de gravidez quando este método é escolhido.

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