Custos extrapolam renda dos pacientes

Em 21/03/2012, publicado em: Reumatologia por

Sistema imunológico ataca juntas, causando dor em decorrência da destruição das cartilagens.

O valor dos novos medicamentos também é uma preocupação. “Eles ainda são muito caros. O infliximabe é mais palpável por ser distribuído pelo Ministério da Saúde, mas existem os que custam até R$ 30 mil.” Além do atendimento médico, é extremamente importante para a reabilitação de quem tem artrite reumatóide o auxílio de fisioterapia, terapia ocupacional, ortopedia e psicologia, que investem na qualidade de vida do paciente. Até mesmo tratamentos alternativos, como acupuntura e homeopatia, especialmente cápsulas de arnica, que atuam como antiinflamatório, vêm ganhando espaço.
A fisioterapeuta Fabrícia Mendes e Silva Narciso explica que a especialidade pode ajudar tanto o paciente que apresenta um processo inflamatório na fase aguda,
quanto aquele em que o processo não ocorreu. “No primeiro caso, a fisioterapia alivia a dor, por meio de recursos elétricos que auxiliam na fase de dores e edemas. No segundo, trabalha-se com atividades físicas, para ajudar na flexibilidade, no fortalecimento muscular e para minimizar a perda do tônus”.

Radiografia de paciente mostra deformidade dos dedos devido à inflamação crônica.

Já a terapia ocupacional procura facilitar a vida de quem apresenta dificuldades em ações do dia-a-dia. A terapeuta ocupacional Christiane Vilela Gonçalves explica que as órteses, dispositivos que auxiliam a função, são fundamentais nesses momentos. “Fazemos adaptação de mobiliários e montamos aparelhos nas mãos de cada paciente, para melhor posicionamento. Tentamos reproduzir ações que fazem parte do seu cotidiano, como digitação ou bordado, para identificarmos qual musculatura precisa ser melhor trabalhada.”
Christiane afirma que o tratamento é bastante individualizado e que uma avaliação criteriosa do paciente deve ser feita sempre. “A hidroterapia, por exemplo, oferece excelentes resultados, porque a água morna traz conforto, aumenta a irrigação sangüínea e possibilita a realizar trabalhos que, fora dela, não seriam possíveis. Porém, tem que haver todo um cuidado, porque a água quente pode provocar ou piorar edemas”, diz.
Para o professor-adjunto de reumatologia da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) Geraldo da Rocha Castelar Pinheiro, tudo isso é muito importante, mas os resultados satisfatórios dependem também de um diagnóstico precoce. “As pessoas ainda demoram a procurar um médico. Quando procuram, vão ao ortopedista, que é um cirurgião e cuida de traumas. Se há dor sem motivos aparentes, como uma queda, o melhor é procurar um reumatologista”.
A repórter viajou a convite do Laboratório Roche.
Saiba mais
• Doença auto-imune inflamatória crônica, na qual o sistema imunológico ataca as juntas, causando inflamação e dor por destruição das cartilagens, prejudicando a função e limitando os movimentos. No Brasil, estima-se que 1 milhão de pessoas tenham artrite reumatóide.
• Surge geralmente depois dos 15 anos, mas pode ocorrer em qualquer idade. É de três a cinco vezes mais comum em mulheres do que em homens, na faixa dos 30 aos 50 anos. Fumantes são quatro vezes mais propensos a desenvolver a doença.
• Os sintomas iniciais são inchaço, dor e rigidez nas juntas, principalmente nas mãos, e fadiga. Em um estágio mais avançado, pode acometer vasos sangüíneos, pele e pulmões. Em geral, o paciente sente como se estivesse enferrujado ao acordar pela manhã, sensação que pode durar mais de uma hora. Pode afetar também tornozelos, joelhos, quadril, pescoço, ombros e cotovelos.

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