Estudo revela que é fundamental manter elevado o HDL

Em 21/03/2012, publicado em: HDL por

Pacientes com HDL, bom colesterol, acima de 55 mg/dl (níveis ideais), independentemente do nível de LDL, mau colesterol, têm 25% menor chance de sofrer infarto do coração ou morrer por causa coronária do que os que têm HDL-c abaixo de 38 mg/dl. Esse é um dos principais resultados de recente estudo publicado na conceituada revista New England Journal of Medicine. Chamado Treating to New Targets-TNT, o estudo envolveu 10 mil pacientes e foi desenvolvido, durante cinco anos, por vários centros clínicos norte-americanos, europeus e australianos, com apresentação no Congresso do DALM (Drugs Affecting Lipid Metabolism), em Nova Iorque, em outubro de 2007.
O risco de problemas cardiovasculares é 40% menor nos grupos de pacientes com HDL-c (acima de 50 mg/dL na mulher e 40 mg/dL no homem), do que nos grupos com níveis mais baixos de HDL-c. No estudo, os pesquisadores separaram os pacientes em grupos baseados em seus níveis de HDL-c, uma vez que o risco aumenta à medida que o HDL cai. No grupo com 473 pacientes com HDL-c na média de 37 mg/dL (bem abaixo do nível ideal), 12% apresentaram alguma complicação cardiovascular. No entanto, no grupo de 569 pacientes com HDL-c entre 47 e 55 mg/dL (nível ideal), os problemas do coração caíram para 5%.
O estudo revela, ainda, que o HDL-c é um significativo indicador de risco de grandes complicações cardiovasculares em todos os grupos de pacientes, mesmo após consideradas outras condições que podem influenciar o risco de complicações cardiovasculares, como idade, sexo, pressão alta, diabetes, tabagismo e nível de LDL-c (abaixo de 70 mg/dL).
“Mesmo quando o LDL-c já era muito baixo, os efeitos da aterosclerose continuavam a ocorrer em maior intensidade quando o HDL estava abaixo de 38 mg/dL”, conta o médico cardiologista Jairo Lino tratamento de combate à arterosclerose foi intensificado em função do HDL estar abaixo de 38 mg/dL”, conta o médico cardiologista Jairo Lins Borges, do Instituto Dante Pazzanese (SP). “Isso demonstra que o HDL define risco de forma independente e sugere fortemente que ele deve ser tratado para que se amplie à proteção ao paciente”, completa o especialista.
Ao comentar os resultados do estudo para Heartwire, seção de site médico denominado The Heart (www.theheart.org), o Dr. Monty Krieger, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, Cambridge, disse que esse é mais um estudo que mostra o quanto o HDL-c protege a saúde, em diferentes níveis de LDL, e reforça o conceito de que fazer algo para tratar baixos níveis de HDL-c só pode ser benéfico.
“Felizmente, já avançamos muito em medicamentos que controlam o colesterol. Uma modalidade de tratamento bastante eficaz costuma incluir as estatinas e associar a niacina, que diminui adicionalmente os níveis de LDL em até 15%, aumenta os níveis do HDL em 30% e reduz os triglicérides em até 50%”, diz Borges.

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